O estudo da marca

Esta página mostra os internos: por que a marca é uma mão, como ela é gerada por código, o que descartamos no caminho e as regras que mantêm tudo coerente. Para quem gosta de ver como as coisas são feitas.

A ideia

A assinatura mais antiga que existe

Há dezenas de milhares de anos, alguém encostou a mão na parede de uma caverna, encheu a boca de pigmento e soprou. Quando tirou a mão, ficou o contorno: um vazio em forma de gente no meio da tinta. Está na Cueva de las Manos, na Patagônia, e na Serra da Capivara, no Piauí. É o gesto mais antigo de "eu estive aqui" que a humanidade conhece.

A Enciclopédia Viva é sobre isso: você não lê a história de fora, você entra nela e deixa marca. Por isso a marca é uma mão em negativo. Ela também abre a nossa primeira história, Arte Rupestre.

O que descartamos

A mancha, não o círculo

A primeira versão da marca colocava a mão dentro de um círculo quase perfeito. Funcionava, mas contava a história errada: lia como ícone genérico de aplicativo, não como pintura rupestre. O punho terminava num toco solto, o polegar não se opunha aos dedos, e em tamanho de favicon a mão sumia.

v1: o círculo com furo de mão
v2: a mancha de pigmento com a mão entrando pela borda

Na versão atual, o pigmento é uma mancha orgânica e assimétrica, nunca simétrica, seguindo a regra da casa. A mão tem anatomia de verdade e o punho atravessa a borda da mancha, como num estêncil soprado de verdade.

O processo

Uma marca gerada por código

A geometria não foi desenhada à mão: é computada por um script (design/gen-viva-mark.py no repositório). A mancha nasce de harmônicos senoidais sobre um raio, a mão é construída dedo a dedo com ângulos e comprimentos naturais, as quinas são suavizadas por subdivisão e o traçado final é simplificado ponto a ponto. Cada "semente" gera uma candidata diferente, e escolhemos no contato, como num estúdio de verdade.

Curiosidade dos internos: na primeira rodada o algoritmo percorreu a borda pelo lado errado e a marca saiu como uma mão positiva, sem mancha nenhuma. Bonita, mas outra história. Está no histórico do repositório.

semente 1
semente 4
semente 7
semente 9
semente 13
semente 15
semente 16
escolhida
semente 10

Oito das dezesseis candidatas da rodada final. A semente 10 venceu: mancha equilibrada sem ser redonda, margens uniformes ao redor da mão e punho entrando limpo pela borda.

A mão final

Escuro, claro e muito pequena

A mão é um vazio, então a marca inverte sozinha: no escuro o vazio é escuro, no claro o vazio é claro. Para tamanhos pequenos existe uma variante com vãos mais largos entre os dedos, para a mão não virar borrão num favicon.

sobre fundo escuro
sobre fundo claro
96
48
32
16
Enciclopédia Viva · o que…
na aba do navegador
Onde ela vive

Os usos de hoje

Os mesmos elementos aparecem na home, no catálogo, na página de cada história e no rodapé. Miniaturas fiéis, em HTML de verdade:

Home: a marca abre a página

O que você vive,
você não esquece.

Catálogo: navegação
Acesso antecipado
Página da história: presença suave sobre a capa

Dinossauros do Brasil

Conhecimento real10Ultra qualidade
Rodapé: assinatura e crédito do estúdio
feito pelo Tupã Estúdio
Cor

Ocre sobre a noite

A paleta vem do próprio estêncil: terracota de pigmento sobre o escuro quente de uma caverna iluminada por tocha, com creme de osso para o texto e um dourado de âmbar para os destaques. O verde marca uma coisa só: conhecimento real.

noite #120c08
painel #241710
osso #f3e7d8
terracota #c0522d
pigmento #e07a4a
âmbar #d9a441
fato #79c294

As etiquetas do catálogo fazem parte da marca: toda capa diz o que é fato e o que é ficção, a qualidade de produção e a classificação indicativa nas cores oficiais.

Conhecimento real Ficção Ultra qualidade L 10 12 14 16 18
Tipo

Fraunces, uma serifa com sotaque

O que você vive,
você não esquece.

Os títulos usam Fraunces, uma serifa variável de código aberto com calor de impressão antiga. O itálico é a ênfase da casa. O texto corrido fica com a tipografia do sistema, para carregar rápido em qualquer celular.

Voz

Como a Viva fala